Mundo cibernético em prol da música

9 07 2008

Que a internet e os demais avanços tecnológicos ajudam em muitas áreas, isso é senso comum. Era só uma questão de tempo para que isso se tornasse uma febre e chegasse ao mundo musical. Até alguns anos atrás, a internet, no campo da música, servia apenas para baixar hits e fazer algum tipo de produção, uma vez que todos os artifícios necessários para mixar ou mesmo fazer uma música, são encontrados na rede.

De que forma isso atingiu diretamente na música, como produto de consumo? O surgimento de novas bandas através do ambiente virtual. A internet disponibiliza várias formas de contato direto com o seu público, através de sites de relacionamentos ou mesmo espaços propícios à isso. Exemplos destes espaços temos vários, como orkut, myspace e You Tube e o esquecido Second Life .

Vamos dar atenção aos meios mais conhecidos e difundidos na internet (pelo menos pra mim!) My space faz a divulgação de trabalhos através de fotos e blogs de seus usuários. Já o You tube, através de vídeos, e aí entra a história de uma garota chamada Mia Rose. E o orkut, faz esta interação através de comunidades, onde uma determinada banda divulga seu site ou então um ambiente onde os fãs podem baixar suas músicas.





A internet e o comércio do antigomodelismo

25 06 2008

A internet é um mundo rico nesse assunto. Sites especializados na venda de carros antigos e peças, assim como páginas de restauradores e fóruns de discussões sobre o assunto dão um panorama amplo a quem está interessado neste universo. Dicas de modelos a restaurar, o que é necessário para deixar um carro apto a ganhar placa preta e tudo mais que um futuro proprietário necessita saber para iniciar-se neste mundo é disponibilizado na internet e nas revistas especializadas em determinados modelos, que também ganham destaque nesta pesquisa.

http://www.classicmotorco.com.br/

http://www.baratella.com.br/

http://www.sasseveiculos.com.br/

www.hot-custons.com.br

www.autoclassic.com.br

http://rotav8.com.br/

http://www.pintarterestauracoes.com.br/indexum.html

http://www.hotpa.com.br/conteudo/oficinas/oficinas.asp?lista=cat&cat=3&des=FUNILARIA%20E%20PINTURA

http://www.classicshow.com.br/links.htm

http://www.joiacar.com.br/index.htm

www.ateliedocarro.com.br

http://www.scaaveiculosantigos.com.br/clube.html

http://www.goldcars.com.br/index.php?option=com_search&searchword=izada

O Rio Grande do Sul é um lugar privilegiado nesta questão. A região do Vale dos Sinos, vale do Taquari e a nossa serra abrigam grandes colecionadores e as melhores oficinas de restauração do Brasil. Grande parte dos sites acima são localizados nas regiões citada. São Paulo também reúne grandes colecionadores que colocam grande parte do seu acervo à venda, muitas vezes por renovação de modelos ou simplesmente, por já Ter “enjoado” daquele modelo e partir em busca de outro.

Os custos para uma restauração dependem muito da intenção e da vontade do proprietário. Vai depender, principalmente, do nível de originalidade, ou então do tipo de restauração desejado pelo dono do carro. Não há como fazer um cálculo básico, mas as que foram apuradas partem de R$ 6.000 até R$ 45.000. Os valores oscilam por vários motivos. Peças importadas ou que não existem, e assim, são feitas exclusivamente por um torneiro, mão de obra especializada e qualificada, materiais nobres e custos com acabamentos e taxas burocráticas são as principais causas desta gangorra de valores.

Mas o principal, para quem quer entrar no mundo do “antigomodelismo”, é ter, acima de tudo, paciência, já que uma restauração não é um processo executado do dia para a noite. Dinheiro reservado para a execução do processo também nunca é demais, e principalmente, contatos. Conversas com outros proprietários, donos de oficinas e pessoas envolvidas neste universo também são bem vindas. Um bom lugar para fazer estes contatos são as feiras de carros antigos, divulgadas na mídia ou então, a tradicional, realizada pelo Veteran Car Club do Brasil , todo primeiro domingo de cada mês na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, das 9:00 horas às 14:00 horas.

Já para quem quer comprar um modelo em bom estado, ou que necessite de poucos detalhes e investimentos para deixá-lo original, Porto Alegre e arredores oferecem excelentes opções. Uma delas é este Corcel 72, com placas amarelas ainda e que custa R$ 7.000. Os classificados de Domingo e a internet tem mostrado as boas opções disponíveis atualmente basta abrir e escolher o que mais lhe apeteça.





Caminhos e paradas do final de semana

25 06 2008

Porto Alegre oferece várias opções no final de semana. Particularmente, me agrada bastante o bairro Rio Branco, por oferecer opções clássicas, rápidas e um visual muito agradável à visão. Agradavel a visão no que tange sua arquitetura, gerando um clima agradável nas ruas, mulheres bonitas que transitam pelas calçadas indo em direção ao Parcão ou então à Redenção ou mesmo indo às compras nos arredores da Protásio Alves e Osvaldo Aranha.

Claro que na Osvaldo, não sigamos até o Bom Fim, por que aí a discussão já descamba para um outro lado que eu colocaria no mesmo saco em que se encontra a Cidade Baixa. Ainda bem que este blog é pessoal, então não há aqui, uma obrigatoriedade de agradar a todos, mas sim, colocar meu ponto de vista sobre as coisas e citar o que me agrada. 

Mas os caminhos mostrados no mapa nos mostram duas opções de gastronomia. A primeira é o tradicional McDonalds da Ipiranga, que oferece um lanche quebra-galho quase que as 24 horas do dia. Sempre tem algum acepip agradável que acaba ficando pronto rápido e resolve a fome entre as refeições. Já a segunda, é o tradicional Cachorro Quente dop Rosário, que sai do seu tradicional ponto na frente do colégio que dá nome ao dog e vai parar na avenida Mariante. A grande vantagem é a possibilidade de abandonar o carro nas cercanias do lugar e poder saborear a iguaria confortavelmente sentado em uma cadeira dentro ou na rua.

Já o Parcão é um parque que dispensa meus comentários. Lugar agradável de se frequentar nos dias de semana para uma caminhada ou pedalada no final do dia, encontrar os amigos no sábado e se manter o mais afastado possível dele aos domingos.

Veja no mapa, a Via Sacra.





Volkswagen Route estaciona na Unisinos

7 05 2008

Vamos voltar à década de 80, quando nossos pais compravam carros. Não que eles não comprem hoje, mas naquela época a coisa era bem mais complicada. Tínhamos apenas quatro marcas no país e opções não muito variadas. Carros quatro portas e com cores exóticas era algo impensado para o nosso mercado. Comprava-se o que tinha e pronto. Novo contato com o concessionário só na hora da troca por outro carro. Se esse sistema de vendas ainda estivesse em vigência hoje, este concessionário ou esta marca estaria “fadada ao insucesso”, como diria Roberto Justus.

Na terça feira, 29 de abril, Humberto Silva, da área de marketing da VW Brasil falou sobre o relacionamento da marca com seus clientes. O programa chamado Customer relationship management (CRM) tem como objetivo fidelizar o cliente VW não só com os carros, mas com um universo de possibilidades acerca deste. Silva destaca que atualmente, a chegada de novas marcas no mercado nacional fez com que os fabricantes já instalados no Brasil revissem seus conceitos sobre venda, pós venda e produto. Estes dados são analisados, pela VW através deste programa, que visa diferenciar cliente a cliente.

Atualmente, os concessionários tem a tarefa de identificar, diferenciar, interagir e personalizar o cliente na hora da compra do carro novo. Este sistema permite que a fábrica não erre mais na hora de escolher um cliente em potencial para seus carros. Ao convidar um cliente para um test ddrive ou uma promoção, a probabilidade da fábrica acertar um comprador que realmente tem interesse no carro da marca é bem maior que ha alguns anos atrás, justamente por causa destas pesquisas e trabalhos desenvolvidos pelo CRM.

Não só os carros e os clientes estão na mira do CRM. Os concessionários também passam por uma profunda reformulação. Padronização do espaço físico, qualificação e premiação dos funcionários também entram nesta nova era em que não só os concessionários da marca entram, mas todos demais fabricantes instalados no país, uma vez que a disputa em vendas se acirra a cada ano, batendo novos recordes na industria automobilistica.

Claro que como todo bom marqueteiro, Humberto esconde alguns detalhes que poderiam manchar a noite da VW. Segundo ele, o recall que a marca está sendo obrigada a fazer no Fox não é algo “relevante e que tenha manchadoa marca”. Ora, este já é considerado o segundo maior vexame da indústria automotiva no país onde o primeiro, um recall do Corsa, da GM em 2000 também denegriu a imagem da marca pelo mesmo motivo: Não reconhecimento do problema por parte do fabricante. Preço caro e bem noticiado- para ser escondido numa palestra… O outro pecado cometido por Humberto Silva foi ter colocado que a VW é campeã de vendas há 25 anos consecutivos. E a Fiat, seu Humberto, onde fica nessa história?





Repercussões sobre um mesmo caso

30 04 2008

Ano passado foi um garoto de seis anos, que morreu ao ser arrastado por aproximadamente 7 km, preso no cinto de segurança do carro após um assalto. Pouco mais de um ano após esta morte violenta, uma menina, prestes a completar a mesma idade de João Hélio também perde a vida de forma brutal. Não pelas mãos de assaltantes, mas sim, possivelmente pelas mãos do pai e da madrasta.

Isabella Nardoni, uma menina que recentemente teria completado seis anos, caiu da janela do sexto andar do prédio de classe média localizado na Rua Santa Leocádia, Zona Norte de São Paulo, por volta das 23h50 do sábado, dia 29 de março. Ela morava com seu pai, madrasta e irmãos. A menina morre pouco depois dentro da ambulância de resgate. O pai da menina e a madrasta vão à delegacia, onde dizem que alguém jogou Isabella Nardoni do sexto andar, mas não sabem quem foi. Aí começam as versões para um crime até o momento, sem um culpado.

A opinião pública tem como certa a autoria do crime aos pais de Isabella, Alexandre Nardoni e a madrasta, Ana Cristina Jatobá. Eles negam de pés juntos que são culpados pela morte da pequena Isabella. Não se sabe até que ponto isso é verdade ou mentira. A perícia executada pela Polícia de São Paulo aponta os dois como únicos e exclusivos culpados pela morte, uma vez que todas evidências esbarram na versão dada pelo casal.

As repercussões sobre este caso extrapolam os jornais. É papo de rua, de fila de elevador. Chegou também site de relacionamentos, o orkut, onde milhares de comunidades foram criadas em homenagem à menina Isabella. Os sentimentos e a expressão destas comunidades vão de simples homenagens, versões dos fatos até a ira de alguns mais exaltados. Uma comunidade dentro do site, leva o nome de Isabella e tem um tópico de discussões interessante, com o nome “quem você acha que matou Isabella Nardoni”, e traz versões dos participantes sobre como a menina foi morta. Um dos membros, Bruno, diz que o pai tinha cara de traficante, psicopata e seria killer, “mas sei lha”. Já para outro, que atende pela alcunha de FéHH diz que quem matou foi “u Jorge da padaria”. Alguns mais sérios dão versões mais sensatas, como Lucas, que diz “a questão é quantas isabellas existem hj no brasil, mais a mídia sencaionalista abusa dessa, por ser uma família de classe média, com estudos, e mais uma vez vemos a mídia criando barreiras entre o povo de um modo subjetivo mais com muitos objetivos…” ou então Willian, que manifesta “naum sei quem foi… mais acho q a justiça tem q tomar a decisão correta e agir rapidamente! Isso naum pode ficar em branco!”. Entre outras comunidades existentes, se destacam “BOPE, interroguem os Nardoni” e comunidades com o nome da menina, que em muitos casos, passam dos 100 mil membros.

Não só o orkut expressa a opinião do povo. Blogs sobre o caso e outros sites também dão oportunidade à população falar o que pensa a respeito do caso, espaços onde não existam editores e nem censura para que o povo opine e dê seu ponto de vista, interpretando da forma que quiserem, as notícias divulgadas pela mídia sobre o caso.





Perícia indica que Isabella não tinha marcas de unha no corpo

16 04 2008

Prestes a concluírem os laudos sobre a morte de Isabella Nardoni, de 5 anos, peritos do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo juntam pistas para tentar esclarecer o crime. Até o fim da tarde desta terça-feira (15), eles já sabiam que a menina tinha um corte de 0,5 centímetro na testa quando caiu e que o agressor dela era adulto.

“Os vestígios devem mostrar qual foi a dinâmica envolvida, o que aconteceu ali. É o que a gente espera”, diz Adilson Pereira, perito criminal, diretor do Núcleo de Física do IC.

Outra possível pista investigada pela polícia é uma mancha no colchão do quarto dos irmãos de Isabella, que se assemelha a uma marca de sangue.

Outra indicação da perícia é que não havia marcas de unha no corpo. Isabella tinha lesões no pescoço e manchas no pulmão, além de unhas, orelhas e bocas arroxeadas, sinais de que ela poderia ter sido asfixiada. Outro fato que vem à tona nas investigações, são os depoimentos de vizinhos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá à polícia, que relatam brigas constantes do casal. Para o advogado Marco Polo Levorin, desentendimentos são comuns.

Qualquer casal tem divergências. Eram divergências pontuais, costumeiras na vida de qualquer casal”, disse ele nesta terça-feira (15).

A busca de novas pistas não pára. Os advogados de defesa levaram na segunda-feira (14) para a delegacia uma sacola de roupas que foram requisitadas pela polícia. São três peças: duas usadas pela madrasta no dia do crime e uma usada pela menina no supermercado – seis horas antes de morrer. As peças já tinham sido lavadas pela mãe de Anna Carolina Jatobá.

“Sempre que um vestígio é submetido a algum tipo de ação externa, prejudica”, afirma Adilson Pereira.

Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia técnica podem fornecer informações importantes para a investigação. Com a análise das roupas, das amostras de sangue e dos exames feitos no corpo de Isabella a polícia espera esclarecer questões que ainda estão sem respostas.
Até esta terça-feira os peritos já foram sete vezes ao prédio em busca de pistas. Na investigação, estão sendo usados os mais sofisticados equipamentos à disposição da polícia técnica no Brasil. Os laudos periciais podem ficar prontos ainda esta semana.

”A perícia não busca só culpados, busca também inocentes. Então, pode haver tanto um direcionamento para o autor como não. Nós buscamos a verdade.”, afirma Pereira.

Matéria retirada do site Globo.com São Paulo/Caso Isabella





Laboratório do RS confirma caso de dengue contraída em Porto Alegre

15 04 2008

Uma mulher residente no bairro Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre, apresentou os sintomas da dengue na última terça-feira. Na quinta-feira, a Vigilância Sanitária foi alertada e o Laboratório Central do Estado (Lacen) confirmou a contaminação. A paciente foi tratada e já voltou a trabalhar. Ela não teve identidade, idade e profissão reveladas.

O risco de o exame gaúcho estar errado é de 2%. Por isso, uma contraprova, feita pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmará ou não o caso ainda nesta terça-feira ou amanhã. Em outras duas oportunidades o Lacen confirmou caso de dengue contraída na cidade, mas o teste do Adolfo Lutz deu negativo.

O bairro onde a mulher reside foi vistoriado em um raio de cem metros e não apresentou foco do mosquito Aedes aegypti, causador da moléstia. No entanto, ela trabalha no bairro Menino Deus, onde foi constatada a presença do inseto. Equipes da Vigilância Sanitária fizeram hoje a eliminação de focos nas ruas Gonçalves Dias, Botafogo e José de Alencar e na Avenida Getúlio Vargas.

Especialista e secretaria questionam

O médico Francisco Paz, que coordena o grupo de profissionais gaúchos deslocados para o Rio de Janeiro no intuito de enfrentar a dengue naquele Estado, duvida da presença da moléstia em Porto Alegre. Ele afirmou que inexiste registro de surgimento de somente um caso da doença em um lugar.

— Não teria como só ela ser contaminada. Um caso sozinho, assim, nunca.

A Secretaria Municipal de Saúde é da mesma opinião. Dos 35 casos suspeitos existentes atualmente no município, nenhum foi registrado no Menino Deus, região onde a mulher poderia ter sido contaminada. A chefe da Equipe de Controle de Doenças Transmissíveis da Vigilância Sanitária de Porto Alegre, Maria de Fátima De Bem, disse somente que a maior parte dessas suspeitas é de pacientes contaminados fora do Estado.

De janeiro a 11 de abril último, foram registrados 141 casos suspeitos de dengue em Porto Alegre. Acabaram confirmados 15, todos de pessoas que contraíram a doença fora do RS. Outros 81 casos tiveram resultado negativo. No Rio de Janeiro, foi confirmado hoje mais uma morte pela doença. Um bebê de oito meses morreu no último dia 02, internado no hospital Souza Aguiar.

Notícia retirada do site www.zerohora.com no link plantão, na seção de assunto geral.





Significados

15 04 2008

Sentado em uma das últimas fileiras do anfiteatro Padre Werner, aguardava o início da aula inaugural com Zeca Camargo, evento assaz aguardado e amplamente divulgado dentro e fora da Unisinos. Ao meu lado, uns casais de namorados comentavam sobre o convidado da noite.

“Esse Zeca Camargo é um fanfarrão”.Fiquei ali, quieto, refletindo sobre o adjetivo que o “Zeca” acabara de receber. Por que motivos chamaram o cara de “fanfarrão”? Só por que viram no filme Tropa de Elite e acharam bonito chamar uma pessoa assim? Bom, até onde eu sabia, a trajetória do mineiro de Uberaba Zeca Camargo não tinha nada de fanfarrona, mas para ter certeza, o próprio estaria dali a poucos minutos, no palco do anfiteatro, para esclarecer essa minha dúvida de última hora, imposta por um casal muito nada a ver. Há 12 anos no comando do “Fantástico”, Zeca Camargo é um curioso e um desconfiado, como ele mesmo se auto define. Isto seria a chave para fazer boas matérias. Ele agradece isso a seu pai, que sempre antes das tradicionais “viagens em família” mandava o filho fazer uma consulta na velha e boa enciclopédia Barsa (lembram…?) para saber o que de bom o lugar a ser visitado reservava. Na época, ele achava aquilo um porre, mas hoje reconhece que aquilo, aliado à viagem, foi uma imensa fonte de riqueza e de aprendizado.Em meio a um papo descontraído e leve, Zeca falou de suas experiências anteriores ao Fantástico, como suas passagens pela Revista Capricho, Caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo e na sua estréia um tanto inusitado na MTV, onde atuava, então, como diretor de jornalismo, e após um teste de vídeo, acumulou a função de apresentador. Citou mais alguns faltos, como dormir somente seis horas por dia, viajar sempre só, já ter passado pela crise dos 30, ter revelado que Cazuza tinha aids e que é um fã incondicional de Serginho Groisman. Por conta destes detalhes e de muito mais que ele falou nas quase duas horas de bate papo e que não cabe aqui, conclui que o casal ao meu lado, estes sim eram os “fanfarrões” da noite, pelo legítimo e correto significado da palavra.





Se um site fosse uma pessoa, como ele seria???

15 04 2008

Essa colocação foi retirada de uma matéria da revista PIX 18, onde a questão apresentada seria a cara que um site teria se ele, por um mero avanço da tecnologia, pudesse apresentar uma fisionomia. A nossa ferramenta de trabalho, esta que guarda nossos blogs e que você leitor, está vendo neste exato momento, wordpress.com tem “uma cara de másculo, sem ser machão, é cool e antenado”, entre outros adjetivos que a modelo Giselle Beiguelman usa para qualificá-lo. Essa é uma das visões que a revista Pix 18 usa para tentar desvendar, ou pelo menos dar, uma cara mais “sociavel” à internet, veículo que parece descomplicado mas que, visto pelo ângulo de Marshall Mcluhan, parece um meio muito mais complexo do que se possa imaginar.

Claro que aqui estou meio que generalizando a coisa. Nada que uma leitura mais apurada e concentrada a cerca do que Mcluhan quer nos passar não resolva. Mas de acordo com o meio que nós estamos analisando, três sites em destaque. Zero Hora.com, Revista Pix e Jornal do Brasil. Todos estes, usando o modelo de paginação on line flickr. Consiste em poder virar as páginas do jornal na tela do computador com um simples toque no mouse. Prático, né? Nem tanto assim…

Testamos cada um dos veículos acima e vimos que a coisa não funciona tão bem assim. Falo da maneira de como estas páginas se apresentam na nossa frente. Mcluhan afirma e nos mostra que o “meio é a mensagem”. Tá, mas no que consiste isso? Trata e condiciona o meio à novos padrões. Não lemos um jornal na “mão”, de fácil percepção, mas na tela de um computador, e este, não é tão legível assim. Temos uma ferramenta de zoom, que seria muito útil se auzmentasse de forma legível o texto. Não é o que acontece. Pelo menos na revista Pix e no site do Jornal do Brasil, as imagens que são aumentadas para uma leitura mais eficiente não aparecem com clareza. Isso impede que o leitor tenha acesso de forma clara à mensagem que ele quer ver. Opte pelo rádio ou tv, chega mais rápido, porém se perder estas, perdeu e pronto, não volta.

Vantagem para o site da Zero Hora neste quesito. Clicamos em cima do que desejamos ler e um box com a notícia se abre na nossa frente. A tecnologia porta apenas linguagens, a forma de como ela nos é apresentada é que muda, tornando mais fácil ou não o acesso a estes conteúdos. Eu arrisco em colocar essa tecnologia como uma premissa de Mcluhan, onde o conteúdo de um meio será outro meio, preferencialmente de assimilação mais prática e fácil.

Essa postagem é um entendimento prévio do que eu vi em aula até o presente momento, uma vez que não li os textos de Mcluhan e de Vinícius Andrade Pereira. Vou a uma leitura mais apurada destes dois textos e na sequência, corrijo os eventuais erros de interpretação do conteúdo quando analisados em comparação ao nosso dia a dia na frente de um computador.





Significados de uma aula inaugural

26 03 2008

dsc03479a.jpg

Sentado em uma das últimas fileiras do anfiteatro Padre Werner, aguardava o início da aula inaugural com Zeca Camargo, evento assaz aguardado e amplamente divulgado dentro e fora da Unisinos. Ao meu lado, um casal de namorados comentava sobre o convidado da noite.

“Esse Zeca Camargo é um fanfarrão”.

Fiquei ali, quieto, refletindo sobre o adjetivo que o “Zeca” acabara de receber. Por que motivos chamaram o cara de “fanfarrão”? Só por que viram no filme Tropa de Elite e acharam bonito chamar uma pessoa assim? Bom, até onde eu sabia, a trajetória do mineiro de Uberaba Zeca Camargo não tinha nada de fanfarrona, mas para ter certeza, o próprio estaria dali a poucos minutos, no palco do anfiteatro, para esclarecer essa minha dúvida de última hora, imposta por um casal muito nada a ver. Há 12 anos no comando do “Fantástico”, Zeca Camargo é um curioso e um desconfiado, como ele mesmo se auto define. Isto seria a chave para fazer boas matérias. Ele agradece isso a seu pai, que sempre antes das tradicionais “viagens em família” mandava o filho fazer uma consulta na velha e boa enciclopédia Barsa (lembram…?) para saber o que de bom o lugar a ser visitado reservava. Na época, ele achava aquilo um porre, mas hoje reconhece que aquilo, aliado à viagem, foi uma imensa fonte de riqueza e de aprendizado. Em meio a um papo descontraído e leve, Zeca falou de suas experiências anteriores ao Fantástico, como suas passagens pela Revista Capricho, Caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo e na sua estréia um tanto inusitado na MTV, onde atuava, então, como diretor de jornalismo, e após um teste de vídeo, acumulou a função de apresentador. Citou mais alguns faltos, como dormir somente seis horas por dia, viajar sempre só, já ter passado pela crise dos 30, ter revelado que Cazuza tinha aids e que é um fã incondicional de Serginho Groisman. Por conta destes detalhes e de muito mais que ele falou nas quase duas horas de bate papo e que não cabe aqui, conclui que o casal ao meu lado, estes sim eram os “fanfarrões” da noite, pelo legítimo e correto significado da palavra.